DECKS

Quem possui uma residência com espaço externo sabe quão é gratificante passar alguns minutos ao ar livre, tomando sol em dias ensolarados, bebendo algo quente em dias frios, ou apenas apreciando a vista. Muitas vezes este espaço pode ser negligenciado, mas uma área externa de qualidade pode mudar até a rotina, quando esse local se torna mais agradável e funcional. Além disso, estes decks podem ser utilizados dentro de casa: combinados com a arquitetura, formam um espaço aconchegante e convidativo.

            Se pensarmos em decks de madeira, existem dois tipos principais: modular e em réguas. O primeiro tipo é vendido em placas de mesmo tamanho com encaixe de tipo “macho-fêmea” e é de fácil aplicação, além de ser mais barato, enquanto o deck em réguas é feito sobre uma estrutura previamente montada e necessita de mão-de-obra especializada para instalar e seu valor pode ser um pouco mais alto, sem contar com o custo da mão-de-obra. Em ambos os casos, a madeira deve ser impermeabilizada com verniz ou stain e é necessário que se faça manutenção uma vez por ano, para evitar que a madeira mude sua cor original e apodreça, já que estará exposta à mudança de clima. A vantagem da impermeabilização com stain ao invés do verniz é que este produto penetra na madeira e afasta insetos e fungos, enquanto, com o verniz, é necessário que se raspe a madeira para que a manutenção seja feita novamente. Além destes métodos, a madeira pode ser autoclavada, que é um processo no qual esta é submetida a um tratamento, retardando o apodrecimento e imunizando contra insetos e fungos.

            As madeiras mais resistentes para decks são cumaru, ipê, maçaranduba, itaúba e tatajuba, mas também, dependendo do projeto, podem ser utilizadas madeiras mais frágeis, como pinus e eucalipto, que são cultivadas com o objetivo de atender justamente o mercado, evitando a extração de florestas nativas.

            A integração com o interior da residência é sempre algo que se deve levar em conta. Se um deck estiver na parte externa de quartos, por exemplo, é interessante que tenha uma laje livre para que haja relaxamento e contemplação. Se for próximo à uma cozinha, talvez fazer uma churrasqueira ou uma área de alimentação pode ser mais interessante. Ao lado da sala, um espaço de convívio, até com uma churrasqueira portátil. Próximo à piscina, alguns bancos, ombrelones e espreguiçadeiras para se tomar sol, e assim em diante.

            As possibilidades de usos, cores, materiais, texturas são muitas, e as combinações entre elas são inúmeras. Geralmente, os materiais predominantes nesses espaços são mais naturais, com cores e texturas que remetem à natureza, como tons terrosos, madeira e muita vegetação, mas também podem combinados com itens mais modernos e outros tipos de revestimentos e acabamentos.